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Série “Mulheres na Estrada” Librelato - Edenice Rabuske

16/06/2021 Notícias Librelato
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  • Conheça hoje a história de Edenice Rabuske, caminhoneira há dez anos e que viaja quase 2 mil quilômetros por semana

 

Hoje, diferente de tempos atrás, as mulheres estão à frete de muitas profissões. E, em funções como motorista, por exemplo, carregam muito mais que mercadorias, carregam a paixão e o orgulho pela profissão.

A motorista Edenice Rabuske, de 46 anos e atuante na profissão há 10 anos, conta que o começo foi mais difícil. “No início eu larguei muito currículo nas empresas e ouvia ‘ah, mas não é serviço para mulher’. Trabalhei com ônibus por três meses, mas não era aquilo que eu queria”.

Nascida em Flores da Cunha, Rio Grande do Sul, Edenice mora hoje em Nerópolis, Goiás, e toda semana está na estrada buscando implementos rodoviários para a representante Librelato de Anápolis ou fazendo carreta para longas distâncias.

“Quando eu comecei dirigia carreta de Bento Gonçalves para Goiânia e Brasília. Depois fui de Bento Gonçalves para Recife, Natal e João Pessoa. Agora como estou em Goiás, morando lá, quando não venho buscar implemento aqui na Librelato, engato meu baú e carrego para Belém ou Maranhão. Sempre viagem longa, quase 2 mil quilômetros. É sempre uma semana de estrada”, conta Edenice. “Mesmo com a pandemia não fiquei parada mais de uma semana”.

Casada com um caminhoneiro, Edenice brinca que a vida na estrada não prejudica o relacionamento: “Não tem muito tempo pra brigar.”

Quanto aos colegas de profissão, Edenice conta que não encontrou muita dificuldade nos relacionamentos. “Há bastante coleguismo e companheirismo, quando precisamos de ajuda sempre tem algum colega para ajudar. Apenas um ou outro caso de crítica ou aquela fala ‘caminhão não é lugar pra mulher, tem que ficar em casa’.’’

A primeira carteira de motorista de Edenice foi tirada já com 30 anos e aos 36 já dirigia caminhão, com a carteira de truck. “Eu tinha um professor que dizia que tudo o que puder aprender, aprenda, pois um dia será útil. Então fiz a carteira de carreta, pensando que alguém poderia me oferecer serviço depois de uns anos com truck. Acabei conseguindo começar direto na carreta”.

Sobre a dificuldade das mulheres para dirigir caminhão, a motorista é taxativa: “Não existe dificuldade para mulheres serem caminhoneiras. O que acontece é o preconceito mesmo. Faço parte de um grupo de mulheres onde 90% é motorista de graneleiro, de caçamba, de bi-caçamba, e não importa. Eu tiro o chapéu para elas. Elas puxam lona, colocam, não tem essa de dificuldade. Isso é apenas a fala de alguns machistas.”

Pela terceira vez na Librelato, onde retira os implementos para levar a Goiás, Edenice finaliza: “o implemento da Librelato é muito bom, já peguei baú, já peguei caçamba e é incrível”.

 

MULHERES NA ESTRADA

Este conteúdo faz parte da série Mulheres na Estrada e o objetivo da Librelato neste projeto é o de valorizar as profissionais da estrada por meio de suas histórias e desafios diários.

Não deixe de acompanhar os próximos episódios e, se você for mulher caminhoneira e quiser contar a sua história, entre em contato conosco, por meio do e-mail marketing@librelato.com ou do WhatsApp (48) 9 9133.3907.

 

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