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Como vai a execução da sua empresa?

24/06/2021 Notícias Librelato
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Tão óbvio e muitas vezes esquecido pelas empresas e seus profissionais. Claro que a estratégia deve ser parte do negócio e das rotinas de qualquer organização que tenha visão de futuro, mas além de estratégias bem discutidas, pensadas, definidas, desdobradas e vendidas para todas as partes interessadas, a execução não pode ser encarada apenas como um detalhe da estratégia.

Empresas que percebem a importância de uma boa execução e a perseguem por meio de rotinas robustas em todos os níveis, tem mais chances de prosperar, desenvolver pessoas, melhorar a rentabilidade do negócio e pavimentar o caminho para o desenvolvimento sustentável.

A habilidade de execução talvez não esteja descrita como uma das forças da organização, ao construir a matriz SWOT. Por outro lado, se não considerada nas análises, poderá ser a fraqueza oculta que pode comprometer o andamento de uma boa estratégia.

Sem a pretensão de querer ensiná-lo a respeito deste tema tão complexo – se fosse simples, teríamos maior nível de acerto nas estratégias formuladas. Quero apenas compartilhar alguns pontos que podem ajudar, caso tenha alguma dificuldade em atender a estratégia traçada.

Uma boa execução depende de três aspectos básicos:

1 - Pessoas

Ora, falar de pessoas aqui parece até um clichê, redundante. Milhares de artigos, frases motivacionais, livros e uma vasta produção de conhecimento que preconiza a Gestão e a busca de resultados através das pessoas. Mas nunca é demais reforçar, relembrar...

Os papéis que cada funcionário tem dentro do processo e onde este processo se encaixa na estratégia devem ser bem definidos e comunicados. Desdobrar a estratégia e incentivar as pessoas a entenderem quais as suas contribuições para o sucesso da organização, quais as suas metas de curto, médio e longo prazo, como serão as medições e controles, quem vai avaliar, etc. Este é o verdadeiro papel do líder.

O desenvolvimento das lideranças é fundamental. Sem líderes para conduzir a execução, ela não ocorre. O cenário que vemos atualmente, muito carregado por toda tecnologia da informação em tempo real e cenários que se modificam não a cada 3, 4 ou 5 anos como era antigamente – as coisas mudam de uma semana para outra. Lideranças que não estejam conectadas e preparadas para esta realidade, não estão preparados para perceber as mudanças que devem ser feitas a cada alteração de cenário, adaptando e sugerindo os planos para atender a estratégia e, porque não, sugerir até mesmo alterações na própria estratégia.

É necessária uma constante atualização e preparação das pessoas para fazer frente ao ambiente, onde a diferença entre quem permanece e quem sai de cena está nos detalhes. Uma equipe que executa tem na essência, além do conhecimento técnico necessário para operar o processo, alguns valores como capricho, respeito às diferenças, trabalho em equipe, cuidado com o patrimônio, melhoria contínua, segurança em primeiro lugar, entre outros. Em resumo, se as pessoas se sentirem empoderadas e “donas” do negócio (ownnership) aí sim, temos uma equipe vencedora!

A disseminação destes valores e a formação de uma cultura de execução é responsabilidade direta da gestão. O gestor precisa ter muito claro estes pontos, buscar a auto liderança – autoconhecimento, potencializar os pontos fortes, conhecer e trabalhar para melhorar suas fraquezas. As pessoas perceberão a sua liderança e vão segui-lo.

Definir metas arrojadas, mas possíveis de serem atingidas. Ao atingir, recompense e defina nova meta, mais ousada. Ou seja, recompense os bons resultados e reconheça as pessoas. Isto irá promover o desafio constante e uma sensação de eu acredito, eu posso. Gerando assim uma tremenda força em qualquer organização através do desenvolvimento das pessoas e a sinergia da equipe.

2 - Processos e operações

Assim como a definição dos papéis das pessoas é importante, a definição dos processos e controles é fundamental. A partir de processos bem desenhados, é possível estabelecer metas claras, sem as quais, não saberemos para onde vamos, e o que realmente importa. Neste sentido, mapear os processos chave e dedicar um bom tempo a eles, faz todo o sentido se você quer ter uma boa execução.

Assim como a estratégia precisa ter um certo grau de flexibilidade, redirecionando os rumos da organização rapidamente se assim for necessário, os processos também precisam ser constantemente revisados e melhorados em um PDCA constante. Processos que não são revisados e acompanhados constantemente, “mofam” e se enchem de vícios e perdas com o tempo. Revisar processo deve ser uma rotina para melhoria contínua (Kaizen) e este papel cabe ao líder do processo – mais uma vez, ownership.

Na Librelato, contamos, por exemplo, com o sistema SLE - Sistema Librelato de Excelência, um processo robusto em que todas as áreas da empresa estão envolvidas com o objetivo de desenvolver processos de forma mais organizada e prática, aumentando a qualidade dos nossos produtos e a satisfação dos clientes.

O SLE é formado por oito pilares que o sustentam e cada um possui padrões a serem seguidos. São eles: 5S, Zero Acidente, Trabalho Padronizado, Zero Defeito, Aderência, Programa de Ideias, Manutenção Autônoma e Agente Lean. O objetivo é o de obter um ambiente de trabalho estruturado para sermos uma empresa com excelência em organização, limpeza, autoestima dos profissionais, qualidade e aderência, prezando sempre pela sustentabilidade ambiental e a rentabilidade corporativa.

3 - Estratégia

Foi-se o tempo das estratégias imutáveis. Empresas que estão vivendo o cenário dos últimos anos, 2015 em diante, precisam ser ágeis em identificar e redirecionar os rumos rapidamente. Talvez a questão não seja mudar a estratégia, mas os planos devem ser constantemente adaptados para chegar na estratégia traçada.

É claro que este novo ambiente, que se modifica rapidamente, exige uma ampliação das análises na hora de formular uma estratégia de longo prazo.

O que estará sendo consumindo daqui a alguns anos? Quais serão os hábitos das pessoas? Quais serão os problemas da sociedade no futuro? Serão os mesmos de hoje? Como estará a economia global e quais os players mais poderosos? Qual/quais tecnologias estarão obsoletas daqui alguns anos? Estas são as perguntas que movem a organização na direção de uma estratégia vencedora.

Assim como ocorre nos processos, quando não revisados periodicamente “mofam”, a estratégia também se deteriora se não for revisada periodicamente. Não pode ser uma placa que fica na parede, e as pessoas nem a percebem, ou uma pasta que vai para uma gaveta e só é lembrada no ano seguinte. Deve ser revisada periodicamente, e se você foi convidado a participar deste evento de revisão, precisa falar, posicionar-se e não simplesmente concordar com tudo que está sendo apresentado. Pode ser a oportunidade de protagonizar. Logicamente faça isto se tiver propriedade e segurança sobre o tema.

Gostaria de concluir reforçando e resumindo:

Estratégia sem execução não é nada.

Líder que não executa, não é líder.

Empresa que não tem a cultura da execução, não sobrevive.

Desejo a todos uma boa Execução em suas Empresas!

 

Por Alexandre Debus Hefler, Gerente de Produção da Librelato.

 

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