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PCR no Mercosul: entenda as principais dificuldades dessa exigência

29/04/2021 Notícias do mundo
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Os caminhoneiros que fazem a rota do Mercosul, principalmente para a Argentina, Chile e Peru, estão enfrenando mais uma dificuldade. O exame PCR, utilizado para detecção do vírus causador da covid-19, passou a ser exigido a todos os motoristas que ingressam nesses países. A obrigatoriedade trouxe alguns inconvenientes como maior custo logístico e tempo ocioso nas fronteiras.

Robson Alencar, que atua na área de gerenciamento de risco da Transciardi Transporte de Carga e Logística, explica que alguns veículos da frota estão demorando mais para serem liberados na aduana por conta da exigência do exame da Covid. Como consequência, a mercadoria demora mais para chegar ao cliente.

Outro fator relevante apontado por Robson é o aumento do custo da empresa por conta dos  testes realizados pelos agregados da empresa. Em média a empresa faz 60 viagens. E cada exame PCR custa em média R$ 120,00. “Porém, como o exame só tem validade de 72 horas, muitas vezes os motoristas fazem de dois a três exames por viagem. Estamos falando de um custo de quase R$ 15 mil reais”.

O motorista Raimundo da Silva, 53 anos, moro na Fazenda Rio Grande m região metropolitana de Curitiba/PR, explica que o fato do exame ter validade de 72 horas complica um pouco o dia a dia.  “No meu caso, de Curitiba ou São paulo até a fronteira do Brasil com o Peru, no Acre,  são necessários sete dias e o exame só tem validade por três. Assim temos que refazer”, explica.

Um colega de Raimundo diz ter feito um exame para entrar no Peru e quando saiu do país para entrar no Chile fez outro. Depois do Chile para a Argentina mais um. Antes Raimundo fazia o exame rápido de sangue, porém agora ele já sabe que vai ter que enfrentar o PCR. “Desse jeito vamos acabar com o nosso nariz”, descontraiu.

Quais as consequências para a logística do transporte internacional?

Danilo Guedes, vice-presidente de transporte internacional da NTC&Logística, reconhece que é válida a preocupação em relação as medidas que busquem preservar o bem-estar de todos os envolvidos no transporte diante da pandemia. “Entendemos que essa nova exigência do exame PCR, vem de encontro aos aumentos dos casos, mas ela fere o ATIT (Acordo de Transporte Internacional Terrestre), que tem como a isonomia e a reciprocidade no tratamento dos operadores dos países membros.  Essas exigências podem causar um colapso nas fronteiras do Brasil, desabastecimentos nos países, além evidentemente de aumento de custos logísticos, não somente relacionados ao custo dos testes, como aos tempos ociosos em fronteira aguardando os resultados”, explica.

Para Danilo, as principais dificuldades dos motoristas é a falta de informação e demora na liberação dos resultados dos preconceitos nas fronteiras. No caso dos autônomos ainda tem o custo. “A tendencia é que isso seja negociado com o embarcador e incluído nos fretes”, acredita. Outro entrave é em relação a validade do exame de 72 horas. “Nossa ideia é que seja exigido somente o teste quando o motorista sair de seu país de origem, ficando este teste como válido até seu retorno ao Brasil, evitando assim a necessidade de vários testes para a mesma viagem completa (uma viagem ao Peru em trânsito por Argentina e Chile, requer a passagem por pelo menos três passos fronteiriços, e o tempo de percurso entre eles supera as 72h da testagem)”, sugere.

Para Danilo seria interessante um adiamento na implementação de medidas restritivas, dando tempo a instalação de infraestrutura para coleta e análise de testes e antecipada a vacinação dos tripulantes em atividade, (universo de trinta mil motoristas).

Para mais informações, acesse: https://bit.ly/3ncCa4b

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